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Monday, March 3rd, 2008
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5:36 pm - Mudo de casa
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2:14 pm - U r Beautiful
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| Thursday, February 28th, 2008
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4:16 pm
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Só ao fechar os olhos acordo livre, e pacificamente distingo a extensão das minhas mãos acariciando o amor nas letras do teu verdadeiro nome…habitando-me…
PBC
current mood: calm current music: Sounds of meditation
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| Wednesday, February 27th, 2008
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4:53 pm - Filtro Solar
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current mood: contemplative current music: Francisco Ribeiro - Banda Sonora - Subjugados
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| Saturday, February 16th, 2008
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7:55 pm
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7:52 pm - Ufaaa, em fim.
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126.M – (Plano americano) – Luís olha primeiro para o lado, hesita em falar, e depois fá-lo. Luís Não sei, é uma sensação, sentir que conheço a Lara há milhões de anos, e que o que me liga a ela é como…como se o que temos para viver na companhia um do outro fosse algo que foi interrompido algures no tempo. Como duas almas gémeas que se afastaram um dia, e por isso mesmo continuam incompletas. Não é fácil de explicar, mas é isto… Assim uma coisa que se sente na pele…e nos dá falta de ar, ao ponto se só na presença do outro conseguir-mos respirar pacificamente… 126.N – (Plano fechado) – Marta sorri compassivamente. Marta (Sorrindo compassivamente) Mas isso é amor, ou não é? 126.O – (O foco volta a enquadrar Luís e Marta) – Luís começa por apertar ligeiramente o lábio superior e depois fala. Luís Acho que sim, mas parece-me um amor impossível. Marta Impossível porquê? Excerto da cena 126, de “Subjugados” PBC
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7:48 pm
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| Thursday, February 14th, 2008
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7:43 pm - Pouco mais sei que do sentir...e da esperança...
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5:50 pm
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Daria para um filme, mas não é, a vida na qual, qual personagem onde a película suporta meramente a impossibilidade de conter o real, sou, e aos olhos de mais ninguém, o actor principal. Talvez porque goste de escrever as possíveis formas do que nada mais existe para inventar, sucedem-se loquazes, tantos os episódios, quantos os que não me lembro de ter encontrado em nenhuma estante de livraria. Esbugalham-se-me os olhos, incrédulos, na convivência com certos protagonistas. Digo mesmo: Continua a surpreender-me a estupidez alheia. Corrijo: A pequenez das apreciações cinzeladas pelos juízos diminuídos. Bem, mas deixemo-nos de prosápia ou académica e petulante facundea. Sim, sou arrogante, vaidoso, e retorcido na busca da retórica; ou seja; sou rebuscado, como os episódios desta novela melodramática. Dizia, foi ontem mesmo, mais uma. Seca, poderia dizer quem chegou até esta parte do texto, seca digo eu, ter que; claro que não digo, agradecer o intimo coleccionar de cenas cimentando a vivência. Também, quem é que disse para leres o que escrevo? Continuando: Quando ando por casa enjorco o conforto dos trapos velhos e puídos: A única indumentária condizente com o ar de desenterrado que, porque arredado do sol, enterro-me nas teclas do computador. Daí que sempre que contrafeito de lá saio, não o bicho do mato, mas o esquálido ET emerge comigo. Depois, a barba. A barba não, não a corto. Gosto de ouvi-la ranger à batuta do sono pesado; e tanto, claro está, tem lauto preço numa sociedade movida pelo preconceito, pela ilusão da aparência, para não me esticar aqui numa ladainha desconsolada. Acho mesmo que nesses dias, se não ladrão, pelo menos pareço um bandido, porque não vesti nenhuma das camisas da BOSS, ou, em vez de me locomover no meu MG descapotável, chego a pé. Também o supermercado vive só a cinquenta metros de casa, e algumas roupas mais novas do que as então vestidas, tinha-as oferecido ao habitual mendigo lá da porta. Talvez por isso, pelo pecado de em tranquila consciência me estar cagar para olhares desdenhosos, entrei, levantei uns trocados, averiguei se o que precisava existia, e como não, à mesma pressa com que avancei, saí, não sem antes ter esgrimidos olhares com o policia. Um tipo, de olhar virulento, daqueles incomodativos olhares que nos contagiam com uma desconhecida culpa, que não temos. Pé na rua: - Olhe o Sr.! – Sim, diga. - Por acaso não se esqueceu de pagar nada? - Quem eu? Porquê? Não, não me esqueci. – Tem a certeza? - Tenho. Quer-me revistar? – Que coisa azul é essa que tem aí no bolso? – Ah, isto. Olhe, quer ver? É o meu maço de SG Filtro, vazio por sinal. É crime? – Ahhhhh… - Veio atrás de mim por causa da minha roupa? Sabe que as aparências iludem. - Não, desculpe. Tem razão. – Não te de quê. Mas olhe, das vezes que fui roubado, foi… - Eu sei, por gajos de gravata. - Exacto! Ah, ali foi a minha vez. Descasquei em cima do… talvez sonhador, dos que sonha prender, não importa o quê, ou quem. Eu disse que sou arrogante, não disse? Pois, descasquei, e voltei a descascar a resenha de bons costumes arredados das forças policiais, prepotentes na expiação das frustrações escolhidas no dia em que decidiram fazer de estátuas ajuizando suposições. E blá blá blá, blá blá blá… E agora, desabafo despachado, já sinto inspiração para terminar o guião. É verdade, já me esquecia, voltei atrás, ao polícia, e perante o seu olhar estupefacto agradeci-lhe a inspiração. Ofereceu-me a cena que me faltava. Não filme que seja a minha vida, daria uma tragicomédia…
PBC
current mood: amused current music: Silêncio
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| Friday, February 8th, 2008
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4:57 pm - A minha mangueira vem no mapa
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Soube-me a seiva pungida de sangue e lágrimas, ao cansaço da terra que guarda prantos na raiz das árvores; árvores que choram, que memorizam todos os olhares de todos os meninos perecidos na esperança de, quem sabe, um dia não chegado, comerem as mangas daquela mangueira. Sim, soube-me ao carmim dos fins de tarde anunciando o sobressalto da noite ecoando no insone grito dos troncos que, mesmo em chagas, se recusam a tombar, porque gritam, porque ficam cada dia mais perto do céu, porque são a sombra quando o Sol se revolta. Poderia dizer que me soube a tudo e a muito mais do que só nas células se descreve, mas não digo: é meu, muito meu, o que por mais que partilhe nunca poderá ser de mais ninguém, este intimo soluço de a querer abraçar, àquela mangueira povoando imensa extensão do mapa da minha infância, do sorriso que nunca consegui debaixo dela, talvez porque já então sabia da manga que me haveria de chegar um dia: o futuro agora presente do seu sabor. Mas comi-a, como quem dialoga com a terra e desbrava num elementar fruto o possível viajar para onde os olhos não chegam. Chegou-me lá de casa, da Caála, com a saudade não satisfeita, e com a vontade de voar até onde a tecnologia permite: O google heart. E lá está ela. E lá está mais ainda: a praia da infância e, em destaque, as já ruínas da casa da Caotinha… Suspiro.
PBC
current mood: calm current music: Silêncio
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| Tuesday, January 29th, 2008
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3:37 pm - Avareza, tacanhez, surreal, ou delícia?
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Gosto de casas, mas não novas. Gosto-as com alma, com história, e acima de tudo com potencial arquitectónico e decorativo, para que nelas, a par de inspirado, me sinta idilicamente serenado. Por isso procuro-as onde raramente se encontram. E portanto encontrei a que me acena e à qual quero fazer a corte. Encaixa-se na ideia de que sempre me aguardou, ou – assim fantasio - de a conhecer, talvez em sonhos. Mas como velharia que é, lógico foi descobrir falhas que a desvalorizam na negociação, remetendo o prazer de vir a habitá-la para a indecisão de a comprar ou não, o que me levou a indagar acerca das questões de condomínio e fundos de reserva destinados a obras de beneficiação do prédio, que as requer. Giro foi só conseguir sorrir à resposta da vendedora que depois de se ter informado me telefonou a comunicar: “ Sabe, há um fundo de reserva que anda a ser reunido há trinta anos, mas como os proprietários das outras fracções são todos velhos, não querem tirar o dinheiro do banco porque lá está mais seguro”. No fundo; digo eu; para quê deixar de morrer com o corpo gretado se a chuva nunca chega à alma dos velhos?
PBC
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3:35 pm
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Somente quando escrevo regurgito os significados do que me é íntimo e misturei algures num tempo vigiando o momento de viver o verbo ou a ideia de ser criador do único dicionário em que me confundo comigo próprio: Folha branca em lucubrações semânticas. E por isso ortografo, para engolir a insaciedade de me buscar no sinónimo do mais simples pulsar de sentimento quando de mim me refugio.
PBC
current mood: calm current music: Sounds of meditation
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| Friday, January 25th, 2008
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3:50 pm
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Apetece-me dizer, mas de muito que é não sei o quê, nasce e morre como vão. Ocorre-me as pulgas da minha gata, que a dor tem estatuto social, que as guerras se alimentam com o esquecimento de quem as sofre, dizer o “abutrio” da imprensa elevando o banal ao estatuto de anormalidade consumida para iludir o fardo de não se ter, e dizer da morte de alguns sobrelevando-se em colectiva histeria acima das tantas e ilustres que ocorrem anonimamente a par de quantas nunca chegaram a mísero cromo de obituário; sei lá: Apetece-me falar da correlação da poluição com sistemas económicos, da queda do muro de Berlim por debelação do Armaguedão, da extinção de espécies ao ritmo com que se devoram florestas e se anafam outrora libertadores. E porquê? Porque me sufoca este apetecer de… Ò como me apetece, como me apetece dizer acerca de tudo o que não cabe em nada do que parece importar para se fazer parte de uma humanidade esquecida que é no papel da vida. Dizer, simplesmente dizer, e soa-me inútil que o meu pensamento se conduza ao mero esfumar da importância do que importa, e no fim, as palavras se prontifiquem a pouco mais do que à surdez da minha gata para a problemática das pulgas, ou da sua memória de escassos minutos…
PBC
current mood: awake current music: Silêncio
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| Thursday, January 24th, 2008
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3:34 pm
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Se existiu neste país alguém que, sempre no contra corrente chamava os bois pelos nomes, o que lhe valeu a diáspora, como principal, talvez, nomeie-se o Mestre Agostinho da Silva, que dizia ser “Portugal um país de biscateiros e capatazes”. Mas se no passado assim disse, algo que persiste, hoje talvez acrescentasse ao promontório analítico de tal verdade, ser também Portugal um país em que muitos se iludem de serem o que não são, por terem nas habilidades sociais o substituto das competências técnicas que lhes faltam. Valha-nos o facto de ainda assim existirem umas quantas ilhas desviando o curso do padrão, como justificação da regra. PBC
current mood: calm current music: Silêncio
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| Tuesday, January 22nd, 2008
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5:14 pm - E hoje acordei aqui.
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| Friday, January 18th, 2008
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3:06 pm
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Sufoca-me o desassossego das muitas palavras sucumbindo antes mesmo de serem o possível acomodar do ardor na insone pretensão de te beijar nelas, que se quedam quebradas, jazendo em meio à tenção dos dedos que não as conseguem reter ou compor além de labirínticas: vultos concretizando silhuetas esfumadas para iludir a incerteza da espera. Porque me sufoca o tropel de sentires ordenando-as em torno do ar que após liberto nenhum grito ou silêncio me consegue devolver, se mergulho no exacto momento em que sequestro o curso do tempo na nitidez da ausência evidenciada pelo estrugir de úlceras tatuadas na pele. E é por isso que hoje – pretenso não gemer - mergulho neste límbico e exangue purgatório próprio dos zombies, consistindo na submersão do ouvido um pouco abaixo da epiderme, descansando assim do que me dói acima e corrói abaixo dela, já que ouvir à superfície dilacera-me os tímpanos o silvo da aragem intentando adentrar furiosamente os poros que mal a consentem, e no interior, ribomba o eco do sangue açoitando coágulos sedimentados por um vão respirar...se não estás...
PBC
current mood: contemplative current music: Francisco Ribeiro - Ensembles
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| Thursday, January 17th, 2008
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3:56 pm
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Embirro com esses críticos de sofá que se pretendem conhecedores do cinema só porque possuem videotecas pirateadas... Dizer que um filme não presta porque por e simplesmente não gostamos do estilo ou não corresponde ao nosso tipo de cinema, senão ridículo e pretensioso, entre outras coisas, equivale a dizer que o Will Smith é mal feito porque é preto, ou ainda, que a menina do Jadore é sensaborona porque é loira. E mesmo partindo do principio que qualquer desses dois, interiormente também seriam belos; facto que desconheço; o caracterizá-los em função de serem ou não o nosso tipo, é limitado e redutor. É por isso mesmo que quando algumas vozes sentenciam um leviano e prepotente – não presta – de imediato acorro a sentar-me frente a um ecrã, para, para além do prazer de ver cinema, intima e silenciosamente dar um quase perverso corpo à implicância que tenho com esse tipo de pessoas que julgam um filme da mesma forma que classificam um bom vinho ou um bom azeite pelo preço ou garrafa, ou mesmo, em função da região, quando, dela, o pouco que conhecem são as ruas e os monumentos que retiveram aquando duma passagem fugaz pela zona. Bastar-lhes-ia um mero gosto ou não gosto: Porque um filme é muito mais do que a circunstância da emoção – sempre individualizada pelo discurso do eu - e o coleccionar títulos vistos, ou uma sincrética avaliação dos ingredientes que lhe dão forma.... É que para mim, "Eu sou a Lenda" - super produção ao género hollywoodesco - é um filme bem feito, e bom; subtraídos os clichés; numa fase onde a imaginação quer queiramos quer não é inconscientemente recorrente de heranças e imagens aculturadas, que resultam enquanto fórmula. De imperfeições? O que é que não é imperfeito quando se trata de apreciar a perfeição, ou; por quanta imperfeição impar não nos sentimos tocados e apaixonados? Quanto a mim: Gosto da beleza do imperfeito como característica própria do que só o preconceito, estereotipo ou individualização do gosto, não me mostram como perfeito... PBC
current mood: artistic current music: Silêncio
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| Tuesday, January 15th, 2008
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2:14 pm
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Sei que parto constantemente ao teu encontro sem nunca saber se é por partir que não chego além da urgência de te abraçar, porque não sei como chegar ou tão pouco como não partir. De resto, nada mais sei a não ser que não partes sem nunca chegares.
PBC
current mood: complacent current music: Seu Jorge
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| Monday, January 14th, 2008
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5:19 pm
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Poeta é o que procura no sangue dos vocábulos a fórmula divina do verbo amar sem nunca se satisfazer com as palavras que sente...
PBC
current mood: artistic current music: Francisco Ribeiro - Sinfonias
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| Thursday, January 10th, 2008
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7:39 pm
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